Quanto da sua lista de palavras-chave veio do cliente e quanto veio da ferramenta
A base de palavras-chave que uso nos meus dois sites tem 6.543 termos em setembro de 2026. Contei a origem de cada um pelo campo que registro na captura. Ferramenta respondeu por 80,5%, e escutar SERP e cliente por 15,2%, com quase nenhum volume medido. A ferramenta mede demanda, não descobre intenção.
Principais pontos
- A base de palavras-chave dos meus dois sites tem 6.543 termos em setembro de 2026, cada um com o campo de origem preenchido na captura.
- Ferramenta (Semrush, Ahrefs, exportações de CSV) foi a origem de 5.265 termos, 80,5% da base.
- Dos 4.973 termos com volume confirmado, 4.970, ou 99,9%, vieram de ferramenta.
- Escutar a busca ao vivo (SERP, "as pessoas também perguntam", autocompletar, concorrente) rendeu 995 termos, 15,2% da base, e só 1 deles já tinha volume medido.
- Escuta direta do público e estudo com cliente juntos deram 67 termos, 1% da base, nenhum com volume.
- A ferramenta responde pelo que tem volume, mas o que não tem volume só apareceu porque veio de fora da ferramenta.
De onde vêm as palavras-chave que entram em uma estratégia
Na base que uso nos meus dois sites, 8 de cada 10 palavras-chave vieram de uma ferramenta, e quase todo o resto veio de escutar a busca ao vivo. Contei os 6.543 termos em 27 de setembro de 2026, um por um, pelo campo de origem que preencho na hora de capturar cada palavra. O resultado não é uma opinião sobre pesquisa de palavra-chave, é o inventário da minha própria base.
| Origem do termo | Termos | Parte da base | Com volume confirmado |
|---|---|---|---|
| Ferramenta (Semrush, Ahrefs, CSV) | 5.265 | 80,5% | 4.970 |
| Escuta da busca (SERP, autocompletar, PAA, concorrente) | 995 | 15,2% | 1 |
| Escuta direta do público e estudo com cliente | 67 | 1,0% | 0 |
| Outras origens (GSC, briefing, reconciliação) | 216 | 3,3% | 2 |
A leitura que importa está na última coluna. Dos 4.973 termos que têm volume conferido na base, 4.970, ou 99,9%, saíram de uma ferramenta. Do que veio de escutar, só um termo já tinha volume medido. A ferramenta e o volume andam juntos, e é fácil confundir os dois com a realidade da demanda.
A ferramenta só mede o que alguém já digitou
Uma ferramenta de palavras-chave não descobre o que as pessoas querem, ela mede o que as pessoas já digitaram a ponto de virar histórico. O volume que ela mostra é a demanda que já tem uma frase fixa e que a fonte de dados dela conseguiu contar. É informação valiosa e é a maior parte da minha base por um bom motivo: quando existe volume, existe um caminho medido até a página.
O limite aparece quando a ferramenta vira a fronteira do que se considera existente. A definição de palavra-chave da agência é o termo que uma pessoa usa para buscar. A ferramenta só enxerga esse termo depois que ele foi buscado muitas vezes, escrito do mesmo jeito, por tempo suficiente para entrar na amostra. A dúvida que o cliente teve ontem, com as palavras dele, ainda não passou por esse filtro.
As palavras sem volume são as que o cliente fala
Os 995 termos que vieram de escutar a busca quase não têm volume porque ainda não viraram frase de dicionário. São variações que cada pessoa escreve de um jeito, perguntas inteiras e recortes de nicho. A ferramenta arredonda tudo isso para zero, ou nem lista. Some da planilha, mas não some da vida de quem busca.
O caso mais claro é o da pergunta feita a um assistente de IA. Ela é longa, é conversada e muda a cada usuário, então nunca acumula volume no formato que a ferramenta mede. Tratei isso em separado no texto sobre prompts como palavras-chave de volume zero. O ponto aqui é anterior: se a origem da palavra não for registrada, esse tipo de termo simplesmente não entra na base, porque a rotina de exportar a ferramenta nunca o traria.
O registro da origem de cada termo na captura
Toda palavra que capto ganha, no mesmo instante, um campo que diz de onde ela veio. Não é burocracia, é a única forma de responder, meses depois, se a estratégia está ouvindo a busca ou só reciclando a exportação da ferramenta. Sem o campo, a memória mente: com o tempo, tudo parece ter saído do Semrush, porque foi lá que a maioria dos números apareceu.
O campo guarda a frase da origem, não uma etiqueta fechada. "Semrush broad-match CSV" é diferente de "SERP e autocompletar do tema" e de "dúvida do cliente na reunião". Na hora de contar, agrupo essas frases em ferramenta e em escuta, como fiz na tabela acima. O trabalho extra é de segundos por termo e paga na hora de decidir a pauta, porque eu consigo ver a proporção e corrigir a rota quando a escuta está baixa demais.
A origem separa priorizar de decidir o que existe
Uso o volume para ordenar a fila de produção, nunca para decidir se um assunto existe. São dois usos que costumam ser tratados como um só. Quando o volume decide o que existe, a estratégia fica presa ao que a ferramenta já viu, e some justo a parte de cauda longa e de intenção nova, que é onde há menos concorrência.
O critério que aplico tem três passos. Primeiro separo os termos com volume, que entram na fila por potencial de tráfego, e uso a leitura da posição média do Search Console para saber onde já tenho presença. Depois olho os termos sem volume que vieram de escuta e pergunto se a intenção é clara e se a busca existe na vida real, mesmo abaixo do piso que a ferramenta mede. Por último, um termo de volume zero só vira pauta com pelo menos um sinal de demanda fora da ferramenta, uma pergunta repetida, um concorrente que já responde, um recorte que aparece no autocompletar.
A meta de processo que tiro dessa contagem
A conta que refiz na minha base virou uma meta de processo: garantir que a escuta não caia a zero entre uma exportação e outra. Uma base com 80% de ferramenta é saudável enquanto os 20% restantes existirem de verdade e forem revisados. Se a fatia de escuta encolher, é sinal de que parei de ler SERP, de anotar a fala do cliente e de olhar o concorrente, e a estratégia começou a andar em círculo dentro do que a ferramenta já mostrava.
Para quem prefere que esse trabalho seja tocado por alguém, a agência cuida da pesquisa de palavras e da estratégia de conteúdo de ponta a ponta, em lucasferrazseo.com. O que descrevi aqui é o método por dentro, para quem executa.
Dos 4.973 termos com volume conferido na minha base de palavras-chave, 99,9% vieram de uma ferramenta. A ferramenta mede a demanda que já virou frase, não descobre a intenção que o cliente ainda está formando.
Lucas Ferraz, especialista em SEO
Minha posição sobre o tema
Trato a ferramenta de palavras-chave como medidor de demanda que já tem palavra, não como fonte de descoberta. Ela só mostra volume do que alguém já digitou nela. A palavra que o cliente usa na primeira conversa, ou que aparece no "as pessoas também perguntam" e no site do concorrente, quase nunca tem volume, e é onde mora a intenção que ainda não virou disputa. Por isso registro a origem de cada termo que entra na base e separo o que veio de escutar do que veio de ferramenta. Uso o volume para ordenar a fila, nunca para decidir o que existe.
Nota de método
- O que foi medido
- A base de palavras-chave que uso nos dois sites (lucasferraz.com e a agência), 6.543 termos com campo de origem e de status de volume, no dia 27 de setembro de 2026; a SERP, o autocompletar, o "as pessoas também perguntam" e o AI Mode do Google para as buscas deste tema.
- Quando
- 27 de setembro de 2026.
- Como
- Contagem de cada termo por categoria de origem lida no campo que preencho na captura. Ferramenta reúne Semrush, Ahrefs e exportações de CSV; escuta reúne leitura de SERP, autocompletar, "as pessoas também perguntam", concorrente, fala do público e estudo com cliente. Cruzei a origem com o campo que marca se o volume já foi conferido.
- Limitação
- A base é de um especialista com dois sites de SEO, não uma amostra do mercado. A categoria de origem é minha, tirada do texto que escrevi na captura, e um termo com mais de uma origem conta pela que registrei. O volume conferido é o das ferramentas que uso, com o piso de medição delas.
Os termos de medição estão definidos no vocabulário de medição, e o protocolo das rodadas na política editorial.
O que a IA desdobra desta pergunta?
Quando alguém faz esta busca em uma IA, o sistema abre subperguntas antes de responder. Estas são as que apareceram na medição, e onde cada uma é respondida.
Perguntas frequentes
A ferramenta de palavras-chave inventa o volume de busca?
Não inventa, estima. O número vem do histórico de cliques e de dados de fluxo que a ferramenta compra ou modela, arredondado em faixas. Duas ferramentas dão números diferentes para o mesmo termo porque as fontes são diferentes. O volume serve para comparar termos entre si, não como contagem exata de buscas.
Vale a pena pautar uma palavra-chave que a ferramenta mostra sem volume?
Vale quando a intenção é clara e a busca existe na vida real, mesmo abaixo do piso que a ferramenta mede. Termo de cauda longa e pergunta conversacional costumam aparecer como volume zero e ainda assim trazem quem está perto de decidir. O risco é pautar volume zero sem nenhum sinal de demanda.
Como saber se uma palavra veio do cliente ou da ferramenta?
Registrando a origem no momento da captura, antes de a palavra virar pauta. Eu gravo em um campo próprio se o termo veio de exportação de ferramenta, de leitura de SERP, de autocompletar ou da fala do cliente. Sem esse registro, um mês depois toda palavra parece ter saído da ferramenta.
Volume de busca é o mesmo que demanda pelo assunto?
Não. Volume é a demanda que já virou uma frase digitada e que a ferramenta consegue medir. Existe demanda que ainda não tem frase fixa, que muda de palavra a cada pessoa, ou que acontece dentro de um assistente de IA. Essa demanda é real e não aparece no volume.
Fontes citadas
Versão em markdown para agentes de IA: https://lucasferraz.com/blog/origem-das-palavras-chave/md/