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Mês: outubro 2015

Sentimentos à Flor da Pele

No final do ano passado eu era um recém chegado no mundo dos podcasts. Isso como participante, pois já ouvia há algum tempo. Meu primeiro CabulosoCast foi lançado em outubro, e minhas amizades e contatos com o pessoal que faz podcasts de literatura só tem aumentado desde então. No final do ano passado notei uma movimentação intrigante nas arrobas literárias no Twitter, e pouco depois soube dos planos de fazer um antologia de contos, da qual, como parte da equipe do CabulosoCast, tive a chance de poder participar. A primeira coisa que posso dizer sobre isso é que se um dia você for participar de algo parecido, leia as regras com muito cuidado. É sério. O tamanho máximo do conto era de 8000 caracteres, e eu pensei que fossem 8000 palavras. Como consequência, escrevi um conto grande com vários personagens e depois tive que reescrever tudo para ficar dentro do…

A Incapacidade Interpretativa e o Endeusamento da Opinião

Acredito ser notório para todos que vivem conectados e em contato com redes sociais o quanto as pessoas não sabem interpretar textos. Ou não querem, mas por hora vamos trabalhar com o não sabem. Eu tenho presenciado isso acontecendo com vários textos, dos mais claros e literais aos mais sutis, e isso em tempos nos quais a comunicação escrita tem aumentado consideravelmente. Muito se fala que nunca se leu e escreveu tanto, e talvez as redes sociais sejam em muito responsáveis por isso, mas em grande parte dos casos ler bastante não significa que você sabe o que está lendo. Outro dia vi um post no Facebook, feito por uma página de tecnologia, que mostrava o vídeo de um robô desenvolvido para resolver um cubo mágico. Ele tem uma scanner que lê as cores do cubo e dois eixos de movimento que o montam. Nos comentários havia muita gente impressionada…

Jethro Tull: The Rock Opera em SP (07/10/2015)

No começo eu achava que Jethro Tull era uma banda de metal. Peço que relevem minha ignorância juvenil. Na época, mais de 10 anos atrás, eu não ouvia heavy metal, então da primeira vez que ouvi Aqualung, por indicação de um amigo, achei que aquele som pesado devia ser algo recorrente no estilo da banda. Não ouvi mais durante um bom tempo. Até que alguma coisa aconteceu. Eu queria me lembrar o que foi essa coisa, talvez por alguma idealização boba de que só pode ter sido um evento de importância cósmica, quando provavelmente apenas fiquei curioso de novo e peguei um disco inteiro pra ouvir. Aliás, ser adolescente numa cidade pequena, sem lojas de CD’s, e nos tempos que os olhos chegavam a marejar ao ouvir a sinfonia do modem conectando na internet discada, não era fácil. Às vezes levava um dia inteiro para baixar um CD. Nesse ponto fui ajudado por…